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sábado, 28 de março de 2009

DE SANTA CRUZ A SÍTIO NOVO

122 - SANTA CRUZ

localizado na microrregião da Borborema Potiguar. Área territorial de 592 km².

Acesso: BR-304 até Macaíba; à partir daí, BR-226. 30Km após Tangará

História

Em 1831, José Rodrigues da Silva, proprietário da Fazenda Cachoeira aliou-se aos irmãos João da Rocha e Lourenço da Rocha, novos donos de terras na localidade de Malhada do rio Trairi, povoado de Santa Rita da Cachoeira. A escolha do local para a implantação do núcleo populacional foi feita porque na localidade de Cachoeira não havia água suficiente para suprir as necessidades de uma população.

Logo, muitas casas surgiram, de forma alinhada, em torno da capela construída em homenagem a Santa Rita de Cássia, a qual José Rodrigues era devoto. O povoado foi mudando de nome com o passar dos anos. Depois de Santa Rita da Cachoeira, mudou para Santa Cruz da Ribeira do Trairi e por último, para Santa Cruz.

Há uma lenda que justifica a origem do vínculo de Cruz aos nomes dados ao lugar, contada em diversas versões pelos habitantes do município: um missionário, ouvindo falar que os habitantes das ribeiras do rio Trairi sofriam as inclemências das secas, bem como ataques de animais ferozes e que entre eles havia lutas e rivalidades, resolveu visitar o povoado. Chegando lá, mandou fazer uma grande cruz com os ramos de uma árvore chamada inharé. Em frente a capela, um enorme buraco foi aberto e o missionário ordenou que nele todos jogassem suas armas, cobrissem o buraco com terra e ali fincassem a cruz. Então, disse o missionário — “virá um padre, muito estimado, que mandará retirar esta cruz para um monte; não consintam, pois esta é a Santa Cruz do Inharé”. Contam ainda que a árvore inharé era sagrada e que atraía toda sorte de males quando seus ramos eram quebrados. Depois que o missionário ergueu a cruz de Inharé, os malefícios cessaram, as fontes jorraram água e os animais tornaramaZ-se mansos. No ano de 1835, com o nome de Santa Cruz da Ribeira do Trairi, tornou-se distrito.

A luta para transformar o distrito em município contou com a participação fundamental do padre Antônio Rafael Gomes de Melo, do Tenente coronel Ivo Abdias Furtado de Mendonça e Menezes e dos fazendeiros Trajano José de Faria e Félix Antônio de Medeiros. Desmembrado do município de São José de Mipibu, no dia 11 de novembro de 1876, o distrito de Santa Cruz da Ribeira do Trairi, tornou-se município.

Em 1890, passou a ser chamado simplesmente de Santa Cruz.


123 – SANTA MARIA

A presença de colonizadores na região, primitivamente habitada pelos índios Tapuios, no século XVIII, representou o início de uma atividade pastoril. Mas esse esforço colonizador desenvolvido nas ribeiras do rio Potengi e do rio Trairi, não conseguiu agrupar em núcleo populacional. Somente em 1831, José Rodrigues da Silva, proprietário da Fazenda Cachoeira, na localidade Cachoeira, aliou-se aos irmãos, João da Rocha e Lourenço da Rocha, novos donos de terras na localidade situada às margens do rio Trairi e deram início à fundação da povoação de Santa Rita da Cachoeira. A escolha do novo local para a implantação do povoado foi feita porque na localidade de Cachoeira não havia água suficiente para suprir as necessidades de uma população. Logo muitas casas surgiram, de forma alinhada, em torno da capela construída em homenagem a Santa Rita de Cássia, da qual José Rodrigues era devoto.
O povoado foi mudando de nome com o passar dos anos. Depois de Santa Rita da Cachoeira, mudou para Santa Cruz do Inharé, depois para Santa Cruz da Ribeira do Trairi e por último, para Santa Cruz.
Há uma lenda que justifica a origem da vinculação Cruz aos nomes dados ao lugar, contada em diversas versões pelos habitantes do município: um missionário, ouvindo falar que os habitantes das Ribeiras do rio Trairi sofriam as inclemências das secas, bem como ataques de animais ferozes e que entre eles havia lutas e rivalidades, resolveu visitar o povoado. Chegando lá, mandou fazer uma grande cruz com os ramos de uma árvore chamada inharé. Em frente a capela, um enorme buraco foi aberto e o missionário ordenou que nele todos jogassem suas armas, cobrissem o buraco com terra e ali fincassem a cruz. Então, disse o missionário: "Virá um padre, muito estimado, que mandará retirar esta cruz para um morro; não consintam, pois esta é a Santa Cruz do Inharé". Contam ainda que a árvore inharé era sagrada e que atraía toda sorte de males quando seus ramos eram quebrados. Depois que o missionário ergueu a cruz de Inharé, os malefícios cessaram, as fontes jorraram água e os animais tornaram-se mansos.
No ano de 1835, com o nome de Santa Cruz da Ribeira do Trairi, tornou-se distrito pela Lei número 24, de 27 de março de 1835. A luta para transformar o distrito em município contou com a participação fundamental do padre Antônio Rafael Gomes de Melo, do Tenente Coronel Ivo Abdias Furtado de Mendonça e Menezes e dos fazendeiros Trajano José de Faria e Félix Antônio de Medeiros.
Desmembrado do município de São José de Mipibu, no dia 11 de dezembro de 1876, o distrito de Santa Cruz da Ribeira do Trairi, tornou-se município do Rio Grande do Norte, com o nome de Santa Cruz.
Distância de Natal :: 111 km

localizado na região do Agreste potiguar.. Área territorial de 216 km².

124 - SANTANA DO MATOS

Localizado na microrregião da Serra de Santana. Área territorial de 1.420 km².

PINTURA RUPESTRE

O povoado teve início na Fazenda Bom Bocadinho, de propriedade do português Manoel José de Matos.

Quando a fazenda começava a dar sinais de prosperidade, uma forte seca prejudicou seriamente a lavoura e dizimou o gado. Manoel José, homem religioso, prometeu erguer uma capela em homenagem a Nossa Senhora de Santana se a seca terminasse. A seca passou, a Fazenda Bom Bocadinho voltou a crescer e a capela foi construída, recebendo o nome de Santana do Matos, numa referência à santa milagrosa e ao dono da fazenda.

O povoado foi iniciado nas proximidades da capela com o nome de Santana do Pé de Serra, passando posteriormente a ser chamado de Santana do Matos, num vínculo direto com a capela que lhe deu origem. A agricultura e a pecuária foram se desenvolvendo nas terras da localidade, fazendo com que o povoado crescesse rapidamente.

No dia 13 de outubro de 1836, de acordo com a lei n° 9, Santana do Matos desmembrou-se de Açu, tornando-se município. Mas no dia 6 de agosto de 1855, pela Resolução Provincial de nº 314, o município voltou à condição de povoado, sendo restabelecido definitivamente como município um mês depois, no dia 5 de setembro do mesmo ano.


125 – SANTANA DO SERIDÓ

Em meados do século XVIII, em decorrência do crescimento das atividades rurais em Jardim do Seridó, chegaram à localidade trabalhadores e pequenos proprietários, dentre eles o Sr. José Aprígio Batista, com o objetivo de plantar cereais e criar gado.Foi o José Aprígio quem começou a construir casas em suas terras, o que fez com que outros também fossem construindo e o resultado foi a formação de um pequeno núcleo habitacional às margens do riacho da Raposa. Logo depois através do professor Cosmo Rodrigues a população local recebia os primeiros ensinamentos sobre as letras do alfabeto e a tabuada.
No ano de 1927,o povoado realizava sua primeira feira sob a coordenação do Sr. Heráclito Pires Fernandes, na época Presidente da Intendência de Jardim do Seridó. No aglomerado foi construída uma capelinha, em 1930, em homenagem a Nossa Senhora de Santana, sua padroeira. Começaram as celebrações, as novenas para festejar todo o ano o dia de Nossa Senhora de Santana, e dessa devoção resultou o nome daquele povoado.

Em 30 de novembro de 1953 era criado o distrito de Santana do Seridó, através da Lei n° 962. O distrito desmembrou-se de Jardim do Seridó no dia 10 de maio de 1962, através da Lei n° 2.770, tornando-se município e oficialmente instalado em 9 de abril do ano de 1963. Localizado na região do Seridó. Área territorial de 170 km². Distância de Natal :: 243 km

PINTURA RUPESTRE

No Município de Santana se encontram dois sítios arqueológicos registrados pelo IPHAN nos quais se preservam pinturas rupestres deixadas pelos habitantes da região (paleoameríndios) no período pré-colonial. Localizam-se a sudeste do Serrote dos Cablocos.


126 – SANTO ANTONIO

Localizado na região do Agreste potiguar.. Área territorial de 294 km². Distante de Natal a 77 km

Nas redondezas da região agreste do Estado, existia uma pedra rachada ao meio, com uma fenda medindo aproximadamente, três metros. Segundo a lenda, uma onça foi ferida mortalmente em pleno salto por um caçador, surgindo assim a denominação Salto da Onça.
A organização de um povoamento na área teve início de fato em 1850, quando Ana Joaquina de Pontes, pernambucana, comprou de Florêncio da Costa Palma uma propriedade, estabelecendo-se lá com sua família.
Como fundadora do povoado Salto da Onça, Ana Joaquina de Pontes participou efetivamente do seu desenvolvimento, fortalecendo a atividade agrícola, dinamizando as atividades comerciais com a criação da feira local, construindo casas e doando patrimônio à capela de Nossa Senhora da Conceição.
Por ocasião da celebração da primeira missa, o Vigário de Goianinha, padre Manoel Ferreira Borges, mudou o nome do povoado para Santo Antônio, mas a população estabeleceu outra denominação, Santo Antônio do Salto da Onça unindo história e religiosidade.
O Decreto número 32, de 5 de julho de 1890, criou o município de Santo Antônio, que deixou de pertencer a Goianinha. Em menos de um ano, o Decreto número 102, de 31 de março de 1891, tornou sem efeito a criação do município. Em 8 de janeiro de 1892, por força do Decreto número 6, Santo Antônio voltou a ter autonomia, sendo restaurada sua merecida condição de município do Rio Grande do Norte.


127 – SÃO BENTO DO NORTE

Localizado na microrregião de Macau. De. Área territorial de 289 km².

HISTÓRIA

"Baixa Verde, ATUAL João Câmara, foi criado pela Lei n.697, de 29 de Outubro de 1928 (Juvenal Lamartine) com terras dos municípios de Touros, Taipu e Lajes. Projeto do deputado Pedro Soares de Araújo Amorim em 19 de Outubro de 1928. Zona de cereais, algodão e gado, possuia população dispersa. A população nasceu determinada pela fase de construção da Estrada de Ferro Central do Rio Grande do Norte, hoje Sampaio Correia, inaugurando-se a estação local em 12 de Outubro de 1910. Ao redor dêsse núcleo surgiram as casas, ruas, a vila e apareceu a cidade, com surto comercial e industrial, sendo seu primeiro Prefeito João Severiano da Câmara. Cidade por Decreto n. 852, de 11-6 de 1935 (Interventor Mário Câmara). Distritos, sede e S. Bento do Norte."

João Severiano da Câmara (Taipu, 8 de março de 1895Natal, 12 de dezembro de 1948), mais conhecido como João Câmara, foi um agropecuarista, comerciante, industrial e político brasileiro que foi deputado estadual no Rio Grande do Norte e senador pelo mesmo estado.

Fazendeiro, criador de gado e plantador de algodão, exportador e industrial, desempenhou papel fundamental na criação e desenvolvimento do município de Baixa Verde, hoje João Câmara, sendo seu primeiro prefeito.

Em outubro de 1934, foi eleito para a assembléia constituinte do Rio Grande do Norte pelo Partido Popular (PP), sendo um dos signatários da constituição estadual de 1936. Com a implantação do Estado Novo, teve seu mandato extinto, em novembro de 1937.

Redemocratizado o país, elegeu-se senador em janeiro de 1947 pelo PSD, do qual foi um dos fundadores em seu estado.

Quando faleceu, era um dos nomes cogitados para concorrer ao governo.


128 – SÃO BENTO DO TRAIRI

Localizado na microrregião da Borborema Potiguar. Área territorial de 168 km².

História

Na fazenda São Bento, por estar localizada às margens do riacho São Bento, um dos afluentes do rio Trairi, pertencente a José Paulino de Oliveira Garrote, teve início no ano de 1907 uma povoação. Em 1911, Dona Francisca Paulino de Oliveira, esposa de José Paulino, mandou erguer uma capela em homenagem a São Sebastião, por uma graça alcançada e o santo tornou-se o padroeiro da localidade. Quando José Paulino faleceu, em 1913, a região liderada, inicialmente, por sua fazenda, já tinha se tornado o próspero povoado de São Bento. O crescimento de São Bento foi motivado, principalmente, pelo plantio de algodão e de cereais, fazendo com que o povoado, da região do Trairi, em 1914, fosse citado como forte economicamente. Em novembro de 1953, o povoado foi elevado à condição de vila com o nome de São Bento do Trairi. No dia 31 de dezembro de 1958, através da Lei no 2.334, São Bento do Trairi desmembrou-se de Santa Cruz, conquistou sua emancipação política e tornou-se município do Rio Grande do Norte.

Economia

É voltada eminentemente para a atividade agrícola,São Bento do Trairi também conta com incidências minerais de tungstênio e água marinha.

Festas Populares

Do padroeiro São Sebastião, que ocorre no dia 20 de janeiro, reunindo a comunidade em significantes comemorações.

Artesanato

Apresenta o trabalho de confecções de bolsas e espanadores feitos com fibra de agave, chapéu e bolsa de palha de carnaúba, além do crochê e tricô.

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129 – SÃO FERNANDO

Localizado na região do Seridó. De Área territorial de 404 km².Distante de Natal: 276 km

O município de São Fernando foi governado por décadas por membros da família Fernandes ou por pessoas apoiadas por estes, tendo sido José Josias e Elias Fernandes os principais expoentes desse período.

Nos idos de 1872, o padre Francisco Rafael Fernandes fundou uma povoação às margens do rio Seridó. O povoado recebeu o nome inicial de Pascoal numa referência a serra com o mesmo nome localizada nas redondezas. Era um pequeno povoado e a maioria das pessoas eram carentes. O padre Francisco Rafael além de fundador do povoado, tornou-se o grande incentivador do seu crescimento, atuou como capelão, mudou o nome da povoação para São Fernando, e mais tarde as terras passaram a pertencer à família Fernandes. Naquele período, a família Fernandes era dominante e acabara de ordenar um dos filhos padre, que no momento recebeu de sua mãe, Isabel Maria de Araújo, a doação de uma quadra de terra para a construção de uma capela em homenagem a Nossa Senhora do Patrocínio, santa de sua devoção e padroeira daquela localidade. Após a construção da capela o padre da família Fernandes assumiu suas funções sacerdotais.
Em 1886 chamava-se Distrito de Paz, assim permanecendo até 1953 quando foi elevado a categoria de vila do município de Caicó e, em 1954 passou a distrito administrativo, permanecendo sob esta condição até 31 de dezembro de 1958, quando através da Lei nº 2.333 desmembrou-se de Caicó passando a chamar-se São Fernando.


130 – SÃO FRANCISCO DO OESTE

A povoação organizada nas terras de Salamandra teve início quando Enéas Filgueira, seu proprietário, doou a Vicente Honorato Barreto, em 1942, uma faixa de terreno para a construção da capela em homenagem a São Francisco de Assis. Com a construção da capela, inaugurada no mesmo ano em missa celebrada pelo padre Carlos Theissen, o povoado de Salamandra começou a tomar forma e a expandir-se. Nessa época de pioneirismo, destaca-se a figura de Raimundo Nonato Leite, popularmente conhecido como Raimundo Marinho, que entregou parte de seu patrimônio para a consolidação de um núcleo populacional nas terras de Salamandra.
Salamandra é um batráquio caudoso, comum na Europa e ignorado no Brasil, que segundo a tradição atravessa as chamas de fogo sem se queimar. É desconhecida, porém, a relação do nome com a localidade.
No dia 22 de outubro de 1963, através da Lei número 2.966, Salamandra foi desmembrada de Portalegre, tornando-se município do Rio Grande do Norte. Quatro anos depois, em 24 de outubro de 1976, pela Lei número 3.522, o município mudou de nome para São Francisco do Oeste, em homenagem ao padroeiro.
Distância de Natal :: 384 km
São Francisco do Oeste – No dia 24 de outubro de 1976, pela Lei nº 3.522, o município de Salamandra mudou o seu nome para São Francisco do Oeste.


131 – SÃO GONÇALO DO AMARANTE

Éo quarto município mais importante e o quarto mais populoso do estado do Rio Grande do Norte (Está localizado na microrregião de Macaíba e na Região Metropolitana de Natal. Possui uma área territorial de 251 km²

O município está conubardo a capital, Natal. O nome da cidade se deve ao Santo Padroeiro da cidade, Gonçalo de Amarante. Devido a sua próximidade com a capital, está sendo construído o maior aeroporto da America Latina, o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante que fica na divisa do município com a capital.

O município possui como a sua principal atração, o Monumento dos Mártires que foi Iinaugurado em 5 de dezembro de 2000, que é um altar todo em concreto, construído para a celebração de missas. Tem a capacidade para 30 mil pessoas e possui uma casa de peregrinos, banheiros, duas copas, cozinha, duas salas de recepção e estacionamento.

História

Sua origem está ligada ao massacre de Uruaçu, quando os holandeses, em 1645, dizimaram todos os habitantes do Engenho Potengi. De Pernambuco, foram enviados os portugueses Ambrósio Miguel do Serinhaem e Pascoal Gomes de Lima que, com suas famílias, refundaram o povoado às margens do Rio Potenji, próximo ao local do massacre, onde instalaram uma capela em homenagem a São Gonçalo de Amarante.

São Gonçalo (O.P.) (também conhecido como São Gonçalo de Amarante; Arriconha,Tagilde, Vizela, 1187 - Amarante, 10 de Janeiro de 1259), eclesiástico português considerado santo pela Igreja Católica, gozando de grande devoção popular, sobretudo no Norte do país. Existem, em sua honra, as Festas de S.Gonçalo. A forma correcta de o denominar é "Beato Gonçalo de Amarante".

Origens

Nasceu Gonçalo de Amarante, da família dos Pereiras, no lugar de Arriconha, freguesia de Tagilde, próximo de Vizela, igualmente concelho de Vizela. Em Arriconha não falta, desde tempos imemoriais, a capela dedicada a S. Gonçalo. Os seus pais eram pessoas de nobre linhagem e deram ao seu filho uma esmerada educação cristã não só pela palavra como sobretudo pelos exemplos das suas virtudes cristãs.

O sacerdote

Atingido o uso da razão, foi confiado a um douto e virtuoso sacerdote sob cuja direcção iniciou os seus estudos. Chamava a atenção a sua modéstia, a candura, o esforço em se aperfeiçoar na prática da vida cristã e os progressos que ia fazendo nos estudos. Entre outros foram estes os motivos principais que moveram o Arcebispo de Braga a admiti-lo, como seu familiar, e, sob os auspícios do Prelado, cursou as disciplinas eclesiásticas, vindo a ser ordenado sacerdote e nomeado Pároco da freguesia de São Paio (ou São Pelágio) de Riba-Vizela, apesar da sua humildade e resistência. No desempenho do seu múnus pastoral começou a brilhar na prática das virtudes, sobressaindo no zelo apostólico, na castidade e na prática das obras de misericórdia para com os pobres, gastando a maior parte dos rendimentos da paróquia em aliviar as suas necessidades materiais, sem esquecer as necessidades espirituais do seu rebanho, prodigalizando a todos amor e consolação. Alimentava no seu coração um desejo ardente de visitar os túmulos dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e os Lugares Santos da Palestina afim de melhor viver as Mistérios da nossa Redenção. Obtida a licença do seu Bispo, deixou os seus paroquianos ao cuidado dum sobrinho sacerdote, peregrinou primeiro a Roma donde passou a Jerusalém e demais terras da Palestina onde se demorou 14 anos. Entretanto, começou a sentir certo remorso por tão longo abandono da sua paróquia, avivaram-se as saudades da Pátria e dos seus filhos espirituais e veio-lhe ao íntimo o pressentimento dos males espirituais de que padeciam, provocados por tão longa ausência e possível falta de zelo de seu sobrinho. Foram motivos mais que suficientes para regressar apesar dos inumeráveis incómodos e perigos que a viagem supunha.

Regressa da Terra Santa

O seu sobrinho, além de o não aceitar e não reconhecer como verdadeiro e legítimo pároco, escorraçou-o de casa e conseguiu, mediante documentos falsos, provar ao Arcebispo D. Silvestre Godinho que Gonçalo morrera e ser nomeado pároco da freguesia.

Resignado com semelhante atitude, deixou S. Paio de Riba-Vizela e foi-se pregando o Evangelho por aquelas terras até à margem do Tâmega, vindo a encontrar o lugar onde hoje é a cidade de Amarante, então sítio inculto e quase despovoado, mas apto para a vida eremítica. Construiu uma pequena ermida que dedicou a Nossa Senhora da Assunção, nela se recolheu, saindo, de vez em quando, a pregar nos arredores e consagrando o tempo que lhe sobrava à oração e à penitência.

Sentia, no entanto, necessidade de encontrar um caminho mais seguro em ordem a alcançar a glória eterna. Jejuou uma Quaresma inteira a pão e água e suplicou fervorosamente a Nossa Senhora lhe alcançasse do Senhor esta graça... Diz-se que a Virgem Maria lhe apareceu e lhe disse procurasse a Ordem em que iniciavam o seu Ofício com a Saudação angélica ou Ave-Maria. Essa Ordem era a dos Pregadores ou Dominicanos.

Abraça a vida Dominicana

Encaminhou-se para o Convento de Guimarães da Ordem dos Pregadores, recentemente fundado por S. Pedro González Telmo, grande apóstolo da região de Entre-Douro e Minho o qual lhe deu o hábito e, uma vez feito o noviciado, ao modo daquele tempo, o admitiu à profissão religiosa e, depois de algum tempo lhe deu licença para, com um outro religioso, voltar para o seu eremitério de Amarante, continuando a sua vida evangélica e caritativa.

Com o seu ministério operou muitas conversões, levou o povo à prática duma autêntica vida cristã, sem esquecer de os promover socialmente em muitos aspectos. Sobressai neste particular a construção de uma ponte em granito sobre o rio Tâmega, angariando pessoalmente donativos em terras circunvizinhas e levando os moradores mais abastados a darem ajuda vultuosa para assim pagarem aos operários.

O povo atribui-lhe muitos milagres, mesmo de ordem material, desde o começo até terminar a construção da referida ponte.

Concluída a ponte, S. Gonçalo viveu ainda alguns anos dedicado à pregação e à vida de oração, enriquecendo-se de virtudes e merecimentos. Reza a tradição que Nossa Senhora lhe revelou o dia da sua santa morte para a qual se preparou com a recepção dos Sacramentos da Igreja. Descansou santamente no Senhor, a 10 de Janeiro de 1262. O seu venerado corpo, após a celebração das solenes exéquias por sua alma, foi sepultado na referida ermida, continuando a efectuar-se muitos milagres, atribuídos à sua intercessão.

Mais tarde a ermida primitiva construída por S. Gonçalo foi ampliada em igreja. Sobre esta, em 1540, D. João III mandou erguer o sumptuoso templo e convento que ainda hoje existem e que são monumento histórico da cidade de Amarante de que S. Gonçalo pode muito bem ser considerado segundo fundador.

ELEVADO ÀS HONRAS DOS ALTARES

Efectuaram-se três Processos canónicos em ordem à Beatificação e Canonização de S. Gonçalo, o último dos quais foi levado a cabo por D. Rodrigo Pinheiro, Bispo do Porto, por comissão do Papa Pio IV (1561). A instâncias de EI-Rei D. Sebastião, do Arcebispo de Braga, da Ordem dos Pregadores, do Cardeal D. Henrique e da população de Amarante, a sentença de Beatificação foi promulgada a 16 de Setembro de 1561 pelo representante da Sé Apostólica, confirmando-se a concessão de lhe tributar culto público permitido antes pelo Papa Júlio III (1551).

Mais tarde o Papa Clemente X, em 10 de Julho de 1671, estendeu a toda a Ordem dos Pregadores e a todo o reino de Portugal a concessão de honrarem este glorioso Santo, um dos santos mais populares de Norte a Sul do País, especialmente no Norte, com Missa e Ofício litúrgicos próprios. O seu culto espalhou-se pelos domínios ultramarinos de Portugal, chegando à Índia e ao Brasil como o confirma um longo e engenhoso sermão do Padre António Vieira sobre S. Gonçalo. É celebrado a 10 de Janeiro.

Tornou-se o santo patrono da cidade de Amarante, onde faleceu, e ainda das cidades de São Gonçalo do Amarante nos estados brasileiros do Rio Grande do Norte e do Ceará (nessas cidades homónimas também o padroeiro permaneceu idêntico).

É, no entanto, importante salientar que Gonçalo de Amarante, apesar de chamado "Santo" pelo povo, na verdade, é apenas "Beato", porque o processo de Canonização nunca foi levado a bom termo, ao contrário da sua Beatificação. Deste modo, a forma correcta de o denominar é "Beato Gonçalo de Amarante", o que é atestado pelos calendários litúrgicos portugueses.

CURIOSIDADES

Os moradores do Bairro da Beira Mar, na freguesia da Vera Cruz, em Aveiro, tratam, carinhosamente, São Gonçalo de Amarante por São Gonçalinho. A capela existente neste bairro aveirense em honra deste santo é conhecida como Capela de São Gonçalinho.


PRINCIPAIS ATRAÇÕES DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação: Situada no centro de São Gonçalo do Amarante encontra-se a Igreja que foi tombada pelo IPHAN em 1963. Erguida em 1719, ampliada em 1835 e concluída em 1882, pode-se perceber em seu interior o estilo predominante de cada etapa. Os seus altares foram construídos no estilo Barroco, comuns nos séculos XVII e XVIII, bem como algumas de suas imagens esculpidas em madeira, das quais três também são tombadas em nível nacional: Nossa Senhora da Piedade, São Benedito e o Senhor Morto.

Igreja Nova: Erguida em 1867 pelo Sr. Joaquim Félix de Lima, fundador da localidade, que a dedicou a Nossa Senhora da Conceição. Possui estilo Barroco, e na praça existente, em frente à Igreja, realiza-se a famosa Corrida de Jegues.

Capela de Utinga: Documentos colhidos dão conta de que, em 1730, teria sido erguida uma capela em estilo Barroco, durante o período de ocupação holandesa, para homenagear Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Utinga. A palavra utinga, na língua indígena, significa “água branca”. Na época de sua construção, serviu como pequeno forte contra o ataque dos índios. É tombada a nível estadual desde 24 de agosto de 1989, pela Fundação José Augusto.

Capela e Cruzeiro dos Mártires: Situada no povoado de Uruaçu, a 5km de São Gonçalo do Amarante, a capela é dedicada a São João Batista, tendo sido derrubada e erguida diversas vezes, a última em 1921. Nessa comunidade, houve o massacre conhecido com o Morticínio de Uruaçu, mas não no exato local onde está construída a Capela, e sim a 3km de distância dali.

Monumento dos Mártires: Inaugurado em 5 de dezembro de 2000, esse altar todo em concreto foi construído para a celebração de missas. Tem a capacidade para 30 mil pessoas e possui uma casa de peregrinos, banheiros, duas copas, cozinha, duas salas de recepção e estacionamento.

Casarão de Olho d'Água do Lucas: Construído em 1853 pelos escravos de D. Marta Cavalcanti e o Sr. João Neto. Seu nome vem de uma nascente na propriedade da família Lucas, primeira proprietária do casarão. Foi construído para ser residência. No local, encontram-se escombros de engenhos e desenhos que os escravos faziam. O casarão encontra-se em processo de tombamento em nível estadual.

Gastronomia: Destaca-se o camarão e outros crustáceos, como ostra e siri. Em Pajussara, o visitante pode experimentar o camarão preparado à moda dos pescadores. O turista também pode apreciar um prato, que combina tapioca fresquinha com uma boa porção de camarão, nos quiosques de Santo Antônio do Potengi, às margens da RN-160.

As Frutas Tropicais da Época fazem a delícia de São Gonçalo do Amarante, sendo também utilizadas na fabricação de doces caseiros e licores, na comunidade de Rio da Prata.

Artesanato: São Gonçalo do Amarante é um dos poucos municípios do RN onde o artesanato tem sua importância reconhecida, numa ação de preservação e estímulo. Os produtos, feitos com argila, palha, sisal e pedra, são múltiplos, mas é possível ver um pouco de cada coisa em um só lugar, como na Cooperativa de Produção e Artesanato do Potengi – COPAP, no distrito de Santo Antônio do Potengi.

FOLCLORE: Este município possui várias manifestações folclóricas e incentiva os artistas da terra a manterem vivas as suas tradições, através de personagens do cancioneiro popular, de grupos musicais, como o Songa, Também Dá Coco, e dos seguintes grupos folclóricos:

Boi Calemba: A palavra calemba foi criada por Câmara Cascudo para diferenciar o Boi do RN dos que se apresentam em outros Estados. Sua história fala do nascimento de Jesus. Os integrantes são classificados como “enfeitados e mascarados

Congos Sãogonsalenses: São um dos mais importantes autos populares brasileiros. Têm por motivo central a representação de uma embaixada da Rainha Ginga, soberana africana do Dongo, de Matamba e de Luanda, ao Rei Henrique Cariongo, seu irmão, rei do Congo.

Pastoril Estrela do Norte: Dois cordões de pastoras, azul e encarnado, cantam prendas de saudação ao público, louvação ao Messias e exaltação do próprio pastoril, que se tornou a característica principal dos pastoris de São Gonçalo do Amarante.

Bambelô da Alegria: Esta é uma forma sofisticada do coco-de-roda, que sofreu influência do ritmo e coreografia do samba. É dançando a partir de uma roda que, de mãos dadas e girando lentamente ao som de cocos e de plantas, os dançarinos exibem suas habilidades e cantam versos de improviso no centro da roda.


132 – SÃO JOÃO DO SABUGI

No ano de 1686 foram concedidas sesmarias medindo sete léguas de comprimento por sete de largura acima do rio Sabugi e estendendo-se por uma légua abaixo da serra do Sabugi. As áreas foram entregues a Francisco Barbosa, José Barbosa Diniz, Antônio Martins do Vale e ao alferes Pascoal Rodrigues do Vale, considerados os primeiros situadores de povoação.
A região era habitada pelos índios Cariris, afastados da área após intensas perseguições feitas pelos situantes, nos idos do século XVIII.
Com o afastamento dos Cariris, apresentaram-se no território vindos de Serra Negra e de Caicó, trabalhadores do campo em busca de novas terras para a implantação de lavouras e fixação de moradia.
A povoação realmente teve início a partir da doação feita por dona Ana Joaquina de Souza, viúva de Francisco Correia de Souza, em 1832, de uma faixa de terra da sua Fazenda São João para a construção de uma capela em homenagem a São João Batista.
Entre os primeiros povoadores pioneiros, destaca-se a figura do Tenente Antônio de Medeiros Rocha Filho, lutador pelo crescimento da comunidade.
A primeira escola chegou à localidade no ano de 1855. Em 1868 o povoado foi elevado à categoria de distrito, com o nome inicial de São João do Príncipe. Vinte e dois anos depois, no dia 7 de julho de 1890, o distrito passou a se chamar São João do Sabugi em referência ao rio Sabugi, em cuja margem o povoado nascera.
O povoado de São João do Sabugi assumiu a condição de sede do município de Serra Negra entre o período que vai de 27 de maio de 1932 a 13 de dezembro de 1935, elevado a vila.
O então Prefeito de Serra Negra, José Maria de Souza Lima, o bisneto da fundadora Ana Joaquina, sonhava com a emancipação local, mas faleceu em 1944 sem ver seu sonho realizado.
No dia 23 de dezembro de 1948, através da Lei nº 146, São João do Sabugi desmembrou-se de Serra Negra do Norte, tornando-se município do Rio Grande do Norte.
Distância de Natal :: 293 km
Localizado na região do Seridó. De Área territorial de 286 km².


133 – SÃO JOSÉ DE MIPIBU

Mipibu é uma palavra de origem Tupi que significa surgir subtamente. Nos idos de 1630, o aldeamento existente no território, de nome Mopebu, era o maior e mais populoso entre as seis aldeias da Capitania do Rio Grande do Norte. No relatório do bragantino Adriano Wedouche constava que "existiam na capitania cinco ou seis aldeias que reunidas podiam contar de 700 a 750 índios flecheiros e que a principal flecha era chamada de Mopebu".
Os primeiros habitantes da região foram índios Tupis, que se localizaram nas proximidades do rio Mipibu, que recebeu esse nome por surgir de repente na famosa Fonte da Bica e percorrer por quatro quilômetros, até desaguar no rio Trairi.
Em adiantado processo de organização e sinais de povoação, o aldeamento passou a ser coordenado pelos frades Capuchinhos, no final do século XVII, até o ano de 1762, quando foi iinstalada a vila de São José do Rio Grande do Norte. Nesse período, com a saída dos Capuchinhos a coordenação dos destinos da comunidade foi assumida pelos próprios nativos.
Passados dez anos a cidade recebeu o nome de São José de Mipibu, numa união entre a religiosidade e o famoso rio que emerge da terra de maneira surpreendente.
Localizado na microrregião de Macaíba. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2003 sua população era estimada em 36.995 habitantes. Área territorial de 294 km².

História

O aldeamento que deu origem ao município, por volta de 1630, já era citado nos relatórios da Capitania do Rio Grande do Norte como dos mais antigos e populosos. Existiam na capitania cinco ou seis aldeias, totalizando 750 índios. Os primeiros habitantes foram Tupis e, provavelmente, Cariris. A principal aldeia chamava-se Mopebu.

No final do Século XVII o aldeamento, com vida social em vias de organização foi entregue aos frades capuchinhos, que ali se conservaram até 1762. Com a instalação da Vila de São José do Rio Grande, em homenagem ao príncipe D. José Francisco Xavier, filho de D. Maria I, os administradores civis assumiram a direção do povoado.

O distrito foi criado por alvará de 3 de julho de 1788, e o município, com a denominação de São José, por alvará de 3 de maio de 1758, confirmado pela Carta Régia de 14 de setembro do mesmo ano. A instalação ocorreu em 22 de fevereiro de 1762. A Lei Provincial 125, de 16 de outubro de 1845, elevou a sede municipal à categoria de cidade, com o nome de Mipibu. Dez anos depois, passou a São José de Mipibu. Na divisão administrativa de 1911, o município, com a denominação de São José de Mipibu, figurou apenas com o distrito-sede, situação em que permanece.

São José de Mipibu – Foi confirmada a sua criação como município pela Carta Régia de 14 de setembro de 1758, com procedimento de Vila de São José do Rio Grande foi elevada à categoria de cidade. Passou a chmar-se então cidade de Mipibu. Passados dez anos, a cidade recebeu o nome de São José de Mipibu, numa união entre religiosidade e o famoso rio Mipibu, que emerge da terra de maneira surpreendente.


134 – SÃO JOSÉ DO CAMPESTRE

Localizado na microrregião da Borborema Potiguar.

Geografia

. Área territorial de 341 km².

História Uma casa alpendrada, situada nas terras da propriedade Campestre, pertencente a José Antônio, deu início em 1890, a povoação da área, e por ser a única, a casa ficou famosa, dando origem à Rua dos Alpendres. O padre Tomaz Aquino Maurício, vigário de Nova Cruz, em rápida passagem pela localidade, celebrou uma missa, improvisando o altar debaixo de uma árvore com uma imagem de São José, cedida pelo pioneiro José Antônio. Depois dessa missa, a localidade passou a ser chamada de São José de Campestre. A primeira capela foi construída de frente para o rio Jacu por Pedro Inácio, no período de 1895 a 1897. Em 1910, quando o Governador Alberto Maranhão iniciou a construção da estrada de rodagem ligando São José de Campestre a Nova Cruz, o pequeno povoado contava com oito residências. O advento dessa estrada acelerou o desenvolvimento do povoado, facilitando o surgimento de pontos comerciais e de várias moradias. Em 1930, São José de Campestre contava com 120 casas residenciais, vários pontos de negócio e uma concorrida feira realizada aos sábados. O povoado foi elevado à categoria de vila no dia 30 de dezembro de 1943, pertencendo ao município de Nova Cruz. Em 23 de dezembro de 1948, pela Lei número 146, São José de Campestre desmembrou-se de Nova Cruz.

Economia

É voltada para as atividades da agricultura, da pecuária e a avicultura, contando ainda com a forte produção leiteira. Festas Populares

Festas Populares

É do padroeiro São José, que ocorre no dia 19 de março com muitas atividades religiosas e grandes manifestações populares, que conta com a presença de fiéis de todas as cidades vizinhas.

Artesanatos

Apresenta trabalhos feitos a partir da palha de carnaúba ma fabricação de bolsas, cestos, baús, chapéus, peças e ultilitários.


135 – SÃO JOSÉ DO SERIDÓ

Localizado na região do Seridó, na microrregião do Seridó Oriental, mesorregião Central Potiguar. Área territorial de 194 km². Foi instalado em 1962.

História

Inicialmente chamada de povoação da Bonita, numa referência ao famoso poço do mesmo nome e situada à margem direita do rio São José, num vale bastante fértil, nasceu uma localidade voltada para a criação de gado e a produção algodoeira. O novo núcleo teve como pioneiros e fundadores as históricas figuras de Justino Dantas, Antônio Alves da Costa, Miguel Berto do Melado, Pretinho do Trapiá e Francisco Pedro Dantas. Em conseqüência do desenvolvimento alcançado na pecuária e na cultura do algodão, a povoação, que passou a se chamar São José da Bonita, foi instalada oficialmente em 4 de novembro de 1917, com realização de uma feira livre realizada pelo presidente da Intendência de Jardim do Seridó Dr. Heráclito Pires Fernandes. Através do Decreto n° 603, de 31 de outubro de 1938 o povoado foi elevado à categoria de distrito. Vinte e quatro anos depois, por força da Lei n° 2.793, de 11 de maio de 1962,desmembrou-se de Jardim do Seridó e tornou-se município com o nome de São José do Seridó. A instalação do novo município aconteceu no dia 7 de abril de 1963.

Economia

A sua economia está baseada na cultura de subsistência sendo cultivados no município frutas como mamão, melancia, côco, banana e legumes e cereais como feijão, batata-doce, milho e arroz. Na zona rural, quase todos possuem bovinos e caprinos para a produção de leite e corte. Dessa produção, parte é destinada para os laticínios onde são transformados em queijos e iogurtes.

Na última década houve um incremento substancial na produção industrial com a instalação de diversas fábricas do ramo têxtil,sendo esta cidade, um grande polo boneleiro, o que fez praticamente desaparecer o desemprego no município.

O município conta com um relativamente bem desenvolvido comércio, representado por vários supermercados e lojas onde pode-se encontrar os mais variados artigos. A proximidade com a cidade de Caicó facilita o fonecimento dos artigos não encontrados no município, e é para este município também para onde se deslocam diariamente a maioria dos estudantes que cursam o ensino universitário.

POLÍTICA Quanto a política, pode-se dizer que uma única pessoa dominou a política desde praticamente a sua fundação e aqui, mais do que em qualquer outro lugar, o coronelismo e o voto de cabresto são práticas correntes. População pouco politizada mas apaixonada pela política, tem ao longo dos anos provocado uma curiosa situação: logo após cada ciclo de eleições, se iniciam discussões a cerca das próximas com partidários dos diversos partidos e isso tem servido apenas para atrasar ainda mais o desenvolvimento do município, uma vez que geralmente projetos apresentados por uma facção são boicotados pela outra

MEIO AMBIENTE Quase toda a cidade possui sistema de água e esgoto, sendo mesmo raras as residências onde este serviço não está presente, porém, o tratamento dado ao esgoto é inadequado e realizado em uma lagoa muito próxima ao centro da cidade,favorecendo a proliferação de mosquitos e junto com estes, várias doenças. O lixo é recolhido regularmente mas descartado a céu aberto sem qualqeur tratamento e provocando a contaminação dos raros cursos d´água existentes no município. Isso, apesar das constantes recomendações do ministério público.

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136 – SÃO MIGUEL

São Miguel, município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado na microrregião de Serra de São Miguel.. Área territorial de 172 km².

Na metade do Século XVIII, o português Manoel José de Carvalho, acompanhado de uma comitiva formada por filhos e escravos, saiu em busca de novas terras que pudessem ser povoadas e dessem condições de sobrevivência. Conta a tradição que, durante a jornada, o português encontrou por diversas vezes uma revoada de pássaros que considerou um sinal do céu para continuar na expectativa de encontrar água mais à frente.

Numa altitude de mais de 700 metros acima do nível do mar, onde o sol nasce mais cedo e desaparece mais tarde, na zona oeste do estado do Rio Grande do Norte, com um clima frio e seco, sempre a uma temperatura agradável que varia de 13 aos 23°C, finalmente chegaram a uma lagoa que, pela beleza das águas e a exuberância da fauna e da flora ao redor, conquistou os viajantes. No dia 29 de setembro de 1750, cuja data festejava o dia do arcanjo São Miguel, acabara de nascer uma vila, e Manoel José de Carvalho disse:





Naquele lugar foi encontrada uma vegetação diversificada com uma variedade de aroeiras, paus-d'arcos, canafístulas, marmeleiros e mandacarus, o que dava a região uma beleza singular. Durante a caminhada, muitos lugares foram registrados e nomes que foram dados por Manoel José de Carvalho em determinados momentos permanecem até hoje, como a Lagoa dos Mil Homens, pela beleza e extensão, Lagoa São João, em homenagem ao santo protetor, e Lagoa dos Cedros, pela quantidade de cedros observados próximo ao local.

Geografia

Vegetação: caatinga, abundância de plantas como marmeleiro, faveleiro e fecheiro, jurema–preta e mufumba (floresta caducifólia).

Relevo: pequenos morros arredondados, vermelhos, simétricos no tamanho e na distância entre si, férteis na camada superior e estéreis no interior, compostos de cinza vulcânica.

Destaques: Serra de São José (pico mais alto do RN - que atualmente pertence à cidade de Coronel João Pessoa desmembrada em 19/03/1968 e cujo primeiro prefeito foi o estimado líder Dr. Nivaldo Moreno Pinheiro), Serra do Camará, Serrote Verde e Serra das Porteiras, Planalto da Borborema — terrenos antigos, formados pelas rochas pré-cambrianas como o granito, onde se encontram as serras e os picos mais altos.

Topografia: acidentada, apresentando planícies e chapadas altas.

Hidrografia

aqüífero cristalino — armazenamento de águas subterrâneas, profundidade média de 60m, vazão de 3,05m³/h;

aqüífero aluvião — depositado nos leitos dos riachos e rios, com alta permeabilidade, boas condição de realimentação a uma profundidade média entorno 7m.

ECONOMIA

Presença de minifúndios. Além do comércio, destaque para a agropecuária: produção de mandioca, feijão, mamona, cenoura e fruticultura de sequeiro. São Miguel é considerado o maior produtor de milho do Rio Grande do Norte, segundo dados recentes do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (EMATERN).

Criação de animais: galináceos, suínos, caprinos, ovinos e bovinos.

CULTURA

Além de ser culturalmente conhecida como uma cidade naturalmente agradável, São Miguel destaca-se também como uma cidade genuinamente crescida sobre tradições e culturas locais. A uma distância de aproximadamente 440 km da capital potiguar, encontra-se rica e rara tradição cultural, encravada bem no centro da Serra do Camará. Quanto ao patrimônio arquitetônico, edificações de interesse cultural encontram-se em pontos diversos de São Miguel como, a Igreja Matriz, algumas casas antigas, o primeiro cemitério da cidade, pequenas capelas, antigos engenhos e casas de farinhas, vestígios do processo de ocupação do espaço.

A tradicional apresentação das quadrilhas do alto oeste acontece com muita animação, dança e são caracterizadas conforme a tradição: chapéus de palha, vestidos rodados, cabelos amarrados, camisas com xadrez e gravata, remendos nas calças, casamento na roça e concorrentes às premiações dadas para as três quadrilhas que se destacaram como melhor grupo.

A música dos repentistas da terra também é uma atração que representa o povo nordestino nas apresentações no terreiro da folia, espaço amplo na zona urbana, cerca 500 m do centro da cidade, reservado para a comemoração de diversas festas na cidade. As últimas noites que encerram o período festivo na cidade são marcadas com a animação de bandas de forró nordestinas e o desfile da Rainha do Milho, escolha de uma jovem tipicamente vestida com trajes matutos que vence após conquistar o público através da beleza, simpatia, elegância e originalidade nos trajes.

SANTO PADROEIRO

A Festa de São Miguel, em homenagem a São Miguel Arcanjo, cujo nome significa "O que é um com Deus", é comemorada em 29 de setembro, data em que foi criada a Vila de São Miguel. A tradição da cidade de São Miguel é eminentemente religiosa e os festejos do seu dia começam a partir do dia 19 de setembro, com uma programação religiosa de novenas baseadas em temas da cidade. O início do período de comemoração da data do padroeiro é marcado pelo hasteamento de uma bandeira mostrando o estado de comemoração da cidade e desse momento participam diversos grupos artísticos da cidade inclusive a tradicional banda municipal

O dia 29 é considerado o encerramento das festas em homenagem a São Miguel, por esse motivo é realizada a cada ano uma procissão pelas principais ruas da cidade com a imagem do padroeiro sendo reverenciada e dando graças por mais um ano de bênçãos na cidade. É um momento muito representativo para os filhos da cidade e após a missa acontece a explosão de uma passarela de fogos, uma espécie de oferenda ao santo protetor.

A estátua de São Miguel foi colocada na coluna principal, no centro da praça de São Miguel, no dia 17 de agosto de 1950, apesar de sua confecção ter se dado em 1948. Com cerca de 1,80m de altura e aproximadamente 1.200 kg, a estátua se transformou em um ponto de referência da cidade e há muito tempo a praça central significa um ponto de encontro para muitos moradores e visitantes.

TURISMO

São Miguel é uma cidade de muitas belezas naturais. Existem várias localidades que servem como mirante e são privilegiadas pelo clima agradável de cidade do interior com céu estrelado, ar puro e segurança.

Serras e sítios — para os amantes de esportes radicais existem muitas serras e localidades acidentadas que podem servir para um passeio agradável próximo a uma vegetação típica do alto oeste potiguar, passando por lagoas e açudes de águas limpas e comunidades hospitaleiras que oferecem comidas típicas da região.

Serra do Serrote Verde — localidade próxima a São Miguel, destaca-se por possuir um ponto elevado que favorece uma visualização agradável de uma paisagem natural, além de uma visão panorâmica da cidade de São Miguel.

Açude do Jacó — local que possui uma infra-estrutura de lazer e destaca-se como ponto turístico voltado para o turismo ecológico rural. Tem uma vasta extensão de água e uma ilha que encanta a paisagem do local. É um açude apropriado para banhos, no entanto, é preciso respeitar a época em que é liberado para banhistas de acordo com o período de chuvas.

AÇUDE DO BONITO — está localizado na zona rural de São Miguel, a aproximadamente 15 km do centro. Fica entre serras, tem vários braços, com um volume de 15 milhões de metros cúbicos. É a fonte de água tratada para toda a cidade e localidades próximas. O local é um presente da natureza para os micaelenses por significar uma vista privilegiada, com uma vegetação rica ao seu redor e também se destaca como meio de subsistência para diversos moradores do local. Seus atrativos turísticos são diversos como pescarias, passeios de barco e lancha, além do banho em águas doces e quentes. Muitos visitantes aproveitam os finais de semana para descansarem às margens do açude e aproveitar o clima frio.

137 – SÃO MIGUEL DO GOSTOSO

Situado a cerca de 100km da capital do Estado do Rio Grande do Norte, Natal, o município de São Miguel do Gostoso primeiramente, quando era uma pequena vila de pescadores, chamava-se apenas "São Miguel" em razão de uma capela construída como pagamento de uma promessa feita por um morador do vilarejo ao Santo de mesmo nome. Posteriormente, havendo pelo lugar um dono de hospedaria e contador de histórias possuidor de uma risada muito gostosa de se ouvir, os viajantes passaram a se referir ao lugar como São Miguel de "seu" Gostoso, daí surgindo o nome São Miguel do Gostoso. No entanto, oficialmente o nome do lugar era São Miguel de Touros, fazendo referência ao município do qual fazia parte. Somente após a emancipação foi realizado um plebiscito onde a população local aprovou a mudança do nome oficial para São Miguel do Gostoso. Hoje o município desponta como um dos principais destinos turísticos do Estado, sendo bastante procurado por visitantes nacionais e estrangeiros em busca de tranquilidade, praias de águas mornas e vento bastante forte para a prática de windsurf e kitesurf.

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137 – SÃO PAULO DO POTENGI

Localizado na região do Agreste potiguar.. Área territorial de 221 km².

HISTÓRIA DO MUNICIPIO

Na primeira metade do século passado, na margem esquerda do Rio Potenji, em território pertencente a São Gonçalo do Amarante, existia um povoado por nome “Juremal” que se destacava devido ao seu acentuado comércio, inclusive com feira dominical.

O pequeno lugarejo localizava-se bem próximo da margem do Rio Potenji, correndo sempre o risco de enchentes em épocas de inverno, como a que ocorreu em 1909, quando o povoado foi inundado. Temendo a ameaça das águas, Bento Urbano de Araújo, morador e comerciante daquela localidade, resolveu pedir ao chefe do Juremal o Sr. Avelino Pinheiro, para mudar-se para um local mais afastado do rio. Tendo seu pedido negado, o mesmo foi falar com o Cel. Manoel Maurício Freire, chefe político de Macaíba. Devido a problemas políticos e pessoais entre o chefe político macaibense e Estevam Moura, chefe político de São Gonçalo do Amarante, a resposta foi imediata: “Vamos formar um povoado do lado de Macaíba próximo ao Juremal”.

Apesar da empolgação do Cel. Maurício Freire, Bento Urbano de Araújo não quis tomar uma decisão precipitada, fez uma consulta através de carta ao padre “Cícero do Juazeiro”, de quem era devoto. A carta relatava o acontecimento e sugeria o nome “Liberdade” para o novo povoado. A resposta chegou dias depois aprovando o projeto e sugerindo outro nome. O nome sugerido pelo padre foi “São Paulo”, por ser um cidadão romano de grande bravura e virtudes, iria combinar muito bem com o povoado. Com o consentimento do padre Cícero, Bento Urbano de Araújo resolveu aceitar a decisão do Cel. Maurício Freire.

Decidido, em agosto do ano de 1911, deu início aos trabalhos de edificação do novo povoado de São Paulo, situado à margem direita do Rio Potenji, pertencente ao município de Macaíba.

Ao chegar ao novo povoamento, Bento Urbano de Araújo instalou residência, construiu vários armazéns e começou a participar efetivamente do desenvolvimento da localidade, trabalhando na implantação da feira e incentivando seus amigos e antigos vizinhos a também se mudarem para São Paulo.

Foi com a capacidade empreendedora e o estilo animador de Bento Urbano que a população se desenvolveu. Em janeiro de 1912, a tão sonhada e anunciada feira e missa foram realizadas, o sucesso foi tanto que os estoques no comércio local quase se acabaram. No mesmo ano de 1912, a intendência de Macaíba reconheceu o núcleo populacional como povoado de São Paulo. O Decreto 603 de 31 de dezembro de 1938 elevou o povoado à condição de distrito com o nome de São Paulo do Potengi, unindo a religiosidade do povo ao rio que banhava o território.

No dia 30 de dezembro de 1943, através da Lei N° 268; São Paulo do Potengi foi desmembrado de Macaíba, tendo incorporado aos seus domínios parte das terras do município de São Gonçalo do Amarante que, pela mesma Lei, foi extinto.

LOCALIZAÇÃO

Para sair da Capital, rumo a BR 304, há duas opções, através da BR 101 (Natal Shopping - Emaús - Entrada de Parnamirim) ou através da rodovia que cruza Felipe Camarão, Mangabeira e a Entrada de Macaíba. Siga na BR 304 até o retorno depois da reta Tabajara, há duas opções: continuar na BR 304 (via Santa Maria) ou entrar BR 226 (via São Pedro).

PONTOS TURÍSTICOS

Barragem: Visitar São Paulo do Potengi é visitar um pouco de sua história. Uma mistura do antigo com o moderno mostra a importância de cuidar bem daquilo que faz parte de nossa história. Uma das principais atrações turísticas da cidade é a Barragem Campo Grande, com suas águas calmas, tem às suas margens balneários com um ótimo cardápio regional, ponto de parada obrigatório para quem a visita

Museu: A Casa Paroquial de São Paulo do Potengi, RN, local de residência do Monsenhor Expedito de Medeiros, foi construída em 1953 e tombada pelo Governo do Estado em 19 de setembro de 2002.

O Memorial foi inaugurado dispondo de um acervo com documentação sobre a seca, correspondência particular, painéis ilustrativos sobre a vida e as ações do sacerdote, sua biblioteca particular com 200 títulos, mais de 100 fitas de vídeo com registro da vida religiosa, máquinas fotográficas antigas, fotografias e mobiliário antigo.

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138 – SÃO PEDRO

Uma propriedade rural em território pertencente ao município de Macaíba deu origem nos idos de 1930, ao povoado de São Pedro e já contava com escola, feira semanal, muitas moradias e uma capela em homenagem a São Pedro.
Situado à margem direita do rio Potengi o povoado enfrentou desde o início uma permanente disputa com seu vizinho, o povoado de Pedra Branca, situado à esquerda do mesmo rio e pertencente ao município de São Gonçalo, que serviu de estímulo para o seu desenvolvimento.
Em 11 de maio de 1962, através da Lei nº 2.790, São Pedro foi desmembrado de São Paulo do Potengi tornando-se município do Rio Grande do Norte.
Distância de Natal :: 50 km

139 – SÃO RAFAEL

Lcalizado na microrregião do Vale do Açu. Área territorial de 469 km². Inicialmente chamado Caiçara, o município de São Rafael começou num aldeamento indígena, nas proximidades do rio Piranhas. Por estar nas vizinhanças do rio, logo suas terras foram aproveitadas para a criação de gado e para a plantação de lavouras, fazendo surgir um bom contingente populacional, em meados do século XVIII. O Capitão João Francisco da Costa era grande proprietário das terras de Caiçara, em 1765.

O frei Serafim de Catânia, missionário capuchinho presente na área nos anos de 1845 e 1850, mudou o nome da localidade para São Rafael. A mudança não foi bem aceita, inicialmente, pela população.

Em 1858 foi criada uma escola de alfabetização chamada Cadeira de Primeiras Letras, que ensinava ao povo o nome Caiçara, ignorando a denominação imposta pelo frei capuchinho. Mas São Rafael foi o nome que prevaleceu oficialmente.

Os mais antigos destacaram a participação sempre otimista e desbravadora do grande incentivador Luiz Martins de Oliveira Barros, que teve decisiva participação na construção do cemitério público em 1908, na edificação do galpão feito para a realização de feiras, na construção da igreja, da casa paroquial e na instalação dos serviços postais e telegráficos.

Já bem estruturada, a localidade de São Rafael passou à condição de distrito de Santana do Matos no ano de 1938.

Em 23 de dezembro de 1948, através da Lei no 146, São Rafael conquistou sua emancipação política, desmembrando-se de Santana do Matos e tornando-se município do Rio Grande do Norte. São Rafael, município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil), localizado na microrregião do Vale do Açu. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2007 sua população era estimada em 8.116 habitantes. Área territorial de 469 km². A sede foi realocada quando da construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, com o reassentamento de 730 famílias (toda a população à época). A cidade tem limites com Itajá, Santana do Mato, Jucurutu, Paraú e Triunfo.

A sede foi realocada quando da construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, com o reassentamento de 730 famílias (toda a população à época).


140 – SÃO TOMÉ

Com o território dividido em sesmarias, Francisco Diniz da Penha, requereu e obteve em 10 de janeiro de 1736, a Carta de Data e sesmarias do Pica-Pau.
De posse da Data, Francisco Diniz edificou uma fazenda de gado, construiu as primeiras casas, estabeleceu as primeiras culturas e permaneceu em atividade ao longo do tempo, mesmo tendo sua área reduzida.

A povoação da região começou a acontecer de maneira esparsa, com várias prosperidade sendo instaladas. Um dos importantes proprietários da região foi José da Costa Vilarinho, que nos idos de 1758, possuía grande faixa de terra compreendida entre a Data Pica-Pau e a Pedra Preta, situadas nas pro
Mas o povoamento propriamente dito começou a existir a partir da Fazenda Barra, inicialmente pertencente ao Coronel Francisco de Araújo Correia. Mesmo dividida, no ano de 1870, e suas terras dispersas entre muitos donos, a Fazenda Barra veio a dar origem ao povoado de São Tomé.

Por volta de 1890, a localidade tinha uma casa comercial pertencente a Tomás de Moura Barbosa, chamada Bodega.
Em torno da Bodega de seu Tomás, foram construídas várias moradias e o povoado começou a tomar forma, aglutinando novas famílias interessadas no trabalho agrícola, na mobilização em torno do algodão e nas boas condições que o lugar oferecia para a criação de gado. Com o crescimento do povoado, os irmãos Inácio Bezerra de Melo e Francisco Antônio de Melo construíram uma capela a Nossa Senhora da Conceição, entre os anos de 1894 e 1896. Em 1922, São Tomé tinha escola, serviços públicos e seu centro populacional já contava com três ruas e muitas casas, devidamente enfileiradas.
O município de São Tomé foi criado pela Lei estadual nº 698, de 29 de outubro de 1928, desmembrado de Lajes, Macaíba, Santa Cruz e Currais Novos. Distância de Natal :: 101 km


141 – SÃO VICENTE

Localizado na microrregião da Serra de Santana, , com área territorial de 209,7 km², sendo a principal via de acesso a BR 226.

HISTÓRIA

O município de São Vicente surgiu às margens do Riacho da Luíza, cujo nome foi dado em homenagem a uma velha índia cariri que habitou na região antes de 1726.

Por ser uma região tradicionalmente agrícola, aproveitada pelos aborígenes em grandes plantações de milho, em determinado momento histórico, mereceu o nome de Milharada dos Gentios.

Em 9 de janeiro de 1719 a região era detalhada em Sesmaria sob a titularidade de Gervásio Pereira de Morais, compreendendo o Riacho das Milharadas dos Gentios e o Riacho de Olho D’água das Pedras, a Serra do Quinqüê e outros toponímios.

Em 1787 a região se apresenta como de propriedade de Domingos Alves dos Santos.

A fundação da municipalidade, todavia, é atribuída a Joaquim Adelino de Medeiros, conhecido por Capitão Cocó e casado com Vicência Maria da Conceição.

A fazenda Luíza, do citado capitão, continha grande, robusta e antiga quixabeira (tombada pela força da natureza em 1958), sob a qual viajantes, comerciantes e moradores reuniam-se, dando incício a um pequeno mercado.

Casas, então, começaram a ser construídas, facilitando, inclusive a vida daqueles que tinham negócios a realizar entre Florânia e Currais Novos.

Uma capela foi erguida, sob o regime de mutirão, em 1898, homenageando São Vicente Férrer.

Em 31 de outubro de 1938, o povoado ao redor daquela quixabeira foi considerado legalmente um Distrito do município de Florânia, chamado São Vicente.

Entretanto, em 1943, o Distrito teve seu nome alterado para Luíza, voltando a ser São Vicente, após cinco anos, e em 11 de dezembro de 1953, torna-se município autônomo do Rio Grande do Norte (Lei Estadual nº 1.030 de 11 de dezembro de 1953).

A CIDADE

PRAÇA ANTÔNIO INÁCIO DE MARIA - Construída na gestão do Prefeito Cirílo Alves Dantas, no ano de 1981. Localizada na Rua Velha, ao leste limitada pela Capela de São Francisco de Assis, à oeste com o Monumento em homenagem à Joaquim Adelino de Medeiros, local exato onde existiu a quixabeira, ao norte com a residência que pertenceu ao tal homenageado e, posteriormente, à Antonio Inácio de Maria e à Osvaldo Nunes de Maria, ao sul com a rua Joaquim Adelino de Medeiros. Seu planejamento está fundado em modelo visto em Brasília pelo Senador Agenor Nunes de Maria, nascido a 28 de setembro de 1927 e falecido a 14 de junho de 1997, filho de Antonio Inácio de Maria e de D. Júlia Nunes de Maria, vereador em sua terra natal (1956), vereador em Natal (1958) deputado estadual (1962), deputado federal em 1968 e Senador da Repúbloca, em 1975

PRAÇA GETÚLIO VARGAS - Localizada no centro da cidade alta e mais recente. Inicialmente, chamada de Pitoroco, tendo por vizinho o Mercado Público municipal e dois grandes armazéns. Que pertenciam Zeca Domingo, onde eram vendidos pequenas refeições e o outro pertencia a José Paulino Dantas, onde funcionava um bar. Em 1956 Metódio Fernandes, prefeito, decreta a demolição dos armazéns, removeu a enorme rocha, aplainou o terreno e transformou tudo numa quadra de basquetebol. Porém, em 1976 a antiga praça do Pitoroco deixa de existir e com ela vai junto a quadra de basquetebol, por obra de Osmildo Fernandes da Costa, prefeito, construindo, em substituição, uma praça cívica, denominada Praça Getúlio Vargas, inaugurada em 31 de janeiro de 1977, às 16h00.

PRAÇA JOAQUIM ARAÚJO FILHO - Construída na gestão do prefeito Cícero Gondim, em 1985. É limítrofe à leste com a Igreja Matriz, à oeste com a Praça Getulio Vargas, ao norte com o Portal da Alvorada e ao sul com o Palácio da Luíza (sede do Poder Executivo).

QUIXABEIRA - O tronco daquela árvore era da circunferêcia similar ao abraço de quatro homens adultos (CASCUDO, 1968: 254). Juvenal Lamartine a respeito do lugar, diz: "São Vicente, antiga Luíza, teve sua primeira feira em 1894 à sombra refrigerante de uma quixabeira" (LAMARTINE apud FARIA, 1980: 164).

CAPELA DE SÃO FRANCISCO - Em 1898, sob a orientação do Padre Antônio Brilhante de Alencar, (nascido em 1873, falecido em 1942), inicia-se e finda a construção da capela.

RUA DO ALTO - O centro da municipalidade gira em torno da quixabeira entre os anos de 1845 a 1924. A partir de 1924 a população começou a transferir-se para regiões mais altas, uma delas chamada de Malhada Vermelha, localizada ao sul do povoado, por força da relevância econômica outorgada à produção do algodão. A mais antiga construção era conhecida por Casa do Monte Áreo, pertencente à Vivaldo Pereira da Costa.

AUTORIDADES PÚBLICAS

Os Deputados Estaduais José Cortês Pereira e João Guimarães Neto foram os subscritores do projeto de lei para emancipação da municipalidade.

O Governador Sílvio Pedrosa sancionou a criação da edilidade.

E a partir de 11 de dezembro de 1953, exerceram as funções inerentes ao cargo de prefeito os seguintes cidadãos:

JOSÉ DANTAS FILHO, ENTRE 1954 E 1955.

METÓDIO FERNANDES DA COSTA, 1955 A 1960.

JOAQUIM ARAÚJO FILHO, 1961 A 1965.

METÓDIO FERNANDES DA COSTA, 1965 A 1970.

FRANCISCO PEREIRA FILHO, 1970 A 1973.

OSMILDO FERNANDES DA COSTA, 1973 A 1982.

CIRILO ALVES DANTAS, 1977 A 1982.

CÍCERO GUNDIM, 1983 A 1988.

IRANÍ SOARES DE ARAÚJO, 1989 A 1992.

CÍCERO GONDIM, 1993 A 1996.

ADEMAR RODRIGUES DE ARÚJO, 1997 A 2000.

JOSIFRAN LINS DE MEDEIROS, 2001 A 2008.

TURISMO

As inscrições rupestres são uma atração local, com pinturas em rochas abrigadas do sol na cor vermelha, todas elas localizadas no Sitio Piauí, todavia, ainda de difícil acesso por conta de trilhas em matas fechadas e altas serras. O Sitio Arqueológico chama-se Cascata.

ECOLOGIA

O Projeto Zuza, juntamente com os colaboradores da Matriz de São Vicente, a padaria Center Pães, a Prefeitura, a Câmara Municipal, Pastoral da Criança, C.A.C., PETI, Conselho Tutelar, Sindicato dos Trabalhadores, Lan House, Polícia Civil, Academia Physicus, Emater, Casa das Famílias, Caern e Radio Líder FM, organizaram a partir de 17 de março de 2007 estratégia para conscientização da população acerca do aquecimento global e da necessidade de preservação do meio ambiente. Estima-se que, por dia, 80 sacolas plásticas deixam de ser encaminhadas ao lixo quanso trocadas pelas sacolas de pano, gratuitamente, distribuídas entre os fregueses.

ENSINO E EDUCAÇÃO

Dentre os projetos do Plano de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação, executado pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, na Região Nordeste, Estado do Rio Grande do Norte, as Escolas Públicas Urbanas estabelecidas no Município de São Vicente obtiveram os seguintes IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2005, exceto a Escola estadual Aristófanes Fernandes que não recebeu pontuação:

E.E JOAQUIM ADELINO DE MEDEIROS

E.E. FRANCISCA PIRES DE ABUQUERQUE


142 – SENADOR ELOY DE SOUZA

Às margens do rio Jundiaí nas proximidades de Serra Caiada ou Caiada de Cima, como também era chamada, surgiu um povoado que foi chamado pelos seus habitantes de Caiada de Baixo. No começo do século XIX, quando teve início seu povoamento as suas terras já eram utilizadas para o cultivo da lavoura e a pecuária.
Na busca pela sua autonomia política a povoação de Caiada de Baixo passou por vários municípios. Pertenceu até 1833, a São Gonçalo do Amarante. Nos idos de 1874 fazia parte do município de Macaíba, e em 1953 passou a integrar o município de Serra Caiada.
No dia 31 de dezembro de 1958, através da Lei no 2.355, a localidade desmembrou-se de Serra Caiada, com o nome de Senador Elói de Souza numa homenagem ao líder político que esteve sempre à frente no combate às secas que castigavam a região.
Distância de Natal :: 61 km
Está localizado na região do Agreste potiguar. De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2000, sua população é de 5.028 habitantes. Área territorial de 163 km².

Seu atual prefeito é Ozailton Teodosio de Melo, do PFL, eleito em 2004. Nessas eleições municipais ocorreu a maior votação de um candidato a prefeito na história do município: Ozailton Teodosio de Melo recebeu 1.942 votos contra 1.170 do segundo colocado, Josué Freitas Campos (PMDB).


143 – SENADOR GEORGINO AVALINO

Localizado na microrregião do Litoral Sul. Área territorial de 26 km².

Surubajá, nome que significa lugar de muito peixe bagre, era uma comunidade composta de pescadores, localizada de maneira improvisada, próximo a uma praia do litoral sul do Estado. Foi lá que teve início uma povoação que mais tarde transformou-se em cidade. O povoado desenvolveu-se nas imediações da praia de Surubajá e, em meados do século XVII, com a efetiva participação da Missão dos Jesuítas de São João Batista de Guaraíras, o povoamento começou a organizar-se, mas apesar do esforço do seu povo, demorou muito a conquistar sua autonomia política. Até hoje, o município tem vida econômica representada pela agricultura e a pesca.
No dia 3 de dezembro de 1963, através da Lei n° 2989, a localidade desmembrou-se de Arez, tornando-se município do Rio Grande do Norte, com o nome de Senador Georgino Avelino em homenagem ao grande homem público norteriograndense.
Distância de Natal :: 50 km
Seu nome homenageia o Senador e Governador do Rio Grande do Norte José Georgino Avelino, ilustre à época do Presidente Getúlio Vargas e conhecido por sua oratória e habilidade na política de Bastidores.

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144 – SERRA CAIADA

povoamento na região começou com a concessão de terras ao padre José Vieira Afonso, em dezembro de 1754, situadas entre dois rios que ladeavam as encostas da serra caiada.

Inicialmente chamada de Caiada de Cima, diferenciando-se da sua vizinha Caiada de Baixo e por sua posição geográfica em relação ao rio Jundiaí e à serra, o povoado foi crescendo com a criação de várias fazendas de gado e de muitas lavouras.

Em 1938, o povoado passou à condição de distrito e no dia 24 de novembro de 1953, pela Lei número 908, desmembrou-se de Macaíba, São José de Campestre e São José de Mipibú tornando-se município com o nome de Serra Caiada.
Em 1963, o novo município passou a chamar-se Presidente Juscelino, homenageando o ex-Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, voltando posteriormente ao seu antigo nome, Serra Caiada.
Distância de Natal :: 66 km

Serra Caiada (Presidente Juscelino), localizado na região do Agreste potiguar. Serra Caiada – Em 1963, Serra Caiada mudou de nome para Presidente Juscelino. Em 20 de novembro de 1991, através da Lei Municipal nº 87/91, voltou a denominar-se Serra Caiada.



145 – SERRA DE SÃO BENTO

Localizado na microrregião da Borborema Potiguar.

Com a instalação de famílias de colonos que vieram para a região atraídos pela boa qualidade das terras, localizadas na aprazível serra do Pires, nasceu o primeiro núcleo de povoamento do município. No final do século XVIII, o núcleo já contava com várias fazendas de gado e grandes lavouras. Nos meados do século XIX, o Coronel João de Oliveira Mendes foi quem dominou a localidade. Por ser dotado de recursos e muitas terras, gostava de ser tratado com muito respeito e espalhava pavor por causa da sua crueldade. Após seu falecimento, em 1850, o frei Alberto Santa Augusta Cabral fez um apelo à população na tentativa de acalmar os ânimos e pela pacificação, pediu que todos lançassem suas armas numa cova aberta em frente a igreja. como todos atenderam ao apelo do frei, a vala ficou cheia de armas. Contam que noventa e nove anos depois, várias armas forma encontradas, corroídas pela ferrugem. No ano de 1843, o povoado foi elevado à condição de distrito, do município de Goianinha. Tornou-se município no dia 15 de março de 1868 e ganhou sua primeira escola primária três anos depois, mas logo depois, no dia 12 de março de 1868, voltou à condição de povoado, dessa vez pertencendo ao município de Nova Cruz, que assim permaneceu até 31 de dezembro de 1958, quando através da Lei nº 2.337, desmembrou-se, tornando-se município com o nome de Serra de São Bento.

ECONOMIA/FESTAS POPULARES

A pequena Serra de São Bento, localizada na Borborema Potiguar, entrou este fim de semana no circuito de inverno do Estado. O 1º Festival de Inverno de Serra de São Bento foi modesto, mas conseguiu atrair cerca de 10 mil turistas para a cidade. O município de clima ameno recebeu os visitantes com programação que tomava todo o dia, desde sexta-feira até o último domingo. Entre as atrações estavam o Festival Gastronômico, que serviu comidas típicas da região; o Festival da Cachaça, que a cada dose apresentava uma marca e um sabor diferentes; estandes de diversas empresas e órgãos; Festival de Poesia; apresentações culturais; e atrações musicais que embalaram a festa até a madrugada. Objetivando incrementar o potencial turístico de Serra de São Bento, a abertura do evento deu-se com o I Fórum de Desenvolvimento Turístico Sustentável do Município, em que empresas apresentaram alternativas para auxiliar na atração de empreendimentos para a região. “Isso vai ajudar a melhorar a infra-estrutura. Várias empresas já estão querendo investir”, disse o prefeito do município, Erasmo de Morais. O sábado começou com uma cavalgada que levou 250 cavaleiros e amazonas a conhecer a região, passando pelo Parque do Cruzeiro, Pedra do Pinga, Vale do Piroá, Sítio Cruz, Pedra do empurrão e Vale das Estrelas, na divisa com a Paraíba. No domingo foi a vez das centenas de participantes da segunda etapa do circuito Try On de corrida de aventura caminharem pelos entornos da cidade. A competição foi dividida em duas etapas: trekking de 10 km e mais 30km de ciclismo. As inscrições foram abertas para todos e muitos participaram pelo prazer da caminhada pela serra. Fazendo um balanço do festival, o prefeito afirmou que o resultado foi ainda melhor que o esperado e espera o crescimento do evento para os próximos anos

146 – SERRA DO MEL

O município de Serra do Mel nasceu de um projeto de colonização idealizado em 1970 pelo então governador do Estado do Rio Grande do Norte, José Cortês Pereira de Araújo, implantado em 1972, ainda em seu governo, mas somente concluído no ano de 1982 com a ocupação de quase todas as suas vilas rurais.

O projeto de colonização que deu origem ao município foi executado conforme o modelo dos Moshav (Israel) e tinha por finalidades:

• constituir uma reforma agrária na região, através da doação de lotes em condições favoráveis aos pequenos agricultores;
• absorver parte do contingente do parque salineiro que fora desempregado pela mecanização das salinas nas áreas próximas.

Sua colonização teve início a partir de sua criação, com o assentamento das primeiras vilas: Paraná, São Paulo, Guanabara, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Sendo, no total, estruturado para atender 1.196 famílias.

O deslocamento dessas famílias ocorreu gradativamente, e em 1982, ano de conclusão do projeto, já contava com 19 vilas colonizadas, totalizando 1.003 famílias residentes.

Lote com cajueiros

Em 1984 se deu a colonização de todas as vilas que compunham projeto, e os primeiros resultados começaram a surgir da produção agrícola. Em pouco tempo Serra do Mel passou a ser um grande celeiro produtivo do Rio Grande do Norte, principalmente através do projeto estimulador da prática do cooperativismo aliado à cultura do cajueiro e à grande exportação de castanha caju.

Assim, no dia 13 de maio de 1988, de acordo com a Lei nº 803, Serra do Mel conseguiu sua autonomia política, tendo suas terras desmembradas de Assu, Areia Branca, Carnaubais e Mossoró, tornando-se um novo município do Rio Grande do Norte, o único a ter sua origem a partir de uma área de assentamento de trabalhadores sem terra no Estado.

Características

Igreja Matriz de N. Sra. Aparecida

O município de Serra do Mel está dividido em vilas comunitárias de produção, sendo 23 núcleos habitacionais (22 vilas rurais e 1 vila central) que receberam, cada uma, o nome de um Estado Brasileiro. Situado numa região ímpar em nível geográfico e clima, o município prosperou rapidamente e em pouco tempo viu crescer o seu núcleo populacional.

São 1.196 lotes agrícolas no espaço original do projeto de colonização. Cada um dos lotes com 50 hectares, sendo 1.174 com 250 metros de largura por 2.000 metros de comprimento e apenas 22 (aqueles que estão situados ao lado na área habitacional de cada vila), com a mesma área, mas com 500 metros de largura por 1.000 metros de comprimento. Os lotes agrícolas de Serra do Mel, quase todos com 50 hectares, foram projetados para dispor de:

• 15 ha para a cultura do caju (permanente);
• 10 ha para as culturas temporárias;
• 25 ha em mata nativa para reserva florestal.

Cada um dos lotes agrícolas originais de 50 hectares (ou com pequenas variações de área) foi recebido pelo colono com 15 hectares plantados de cajueiros, em espaçamento de 10m x 10m, no sistema quincôncio, perfazendo 1.725 pés em cada lote, distribuídos em 69 fileiras (carreirões) com 25 plantas em cada. Originalmente, portanto, o projeto dispunha de 2.063.100 cajueiros, plantados em 17.940 hectares.

Coopercaju - Beneficiamento de Castanha

Para as culturas anuais foram reservados originalmente 11.960 hectares, sendo 10 hectares em cada lote.

A área legalmente considerada urbana compreende as vilas Brasília, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe e Goiás, abrangendo cerca de 30 km², para uma população de aproximadamente 2 mil habitantes, espalhados em núcleos que distam até 10 km, como as vilas Pernambuco e Goiás, ou 5 km, que é a distância das vilas centrais (Brasília e Rio Grande do Norte) para qualquer uma das outras vilas que compõem a área urbana do município.

Cada vila conta com serviços básicos de Saúde, Educação Abastecimento d’água, energia e Armazenamento.

GEOGRAFIA

Praça central que representa a distribuição das vilas de Serra do Mel

Situado numa área onde o sertão e o litoral se encontram, no extremo noroeste do Estado, em meio aos vales do Assu e Apodi, região de terras produtivas encravadas entre os rios Mossoró e Assu, o município de Serra do Mel tem uma extensão territorial de 617 km2, pertence à Mesorregião Oeste Potiguar, inserido na Microrregião de Mossoró.

Localiza-se a uma altitude média de 215 metros acima do nível do mar, situando-se numa posição geográfica determinada pelo paralelo de 05 10'12" de Latitude Sul e 37 01'46" de Longitude Oeste.

A distância em relação à capital é de 300 km rodoviários.

• Ao norte com o município de Areia Branca;
• Ao sul com o município de Assu;
• Ao leste com os municípios de Carnaubais e Porto do Mangue;
• A oeste com o município de Mossoró.

CLIMA E VEGETAÇÃO

CALÇADÃO E CANTEIRO CENTRAL

O clima é semi-árido, com temperatura média anual de 27 ºC. A umidade relativa do ar média anual é de 69%. A vegetação é formada, entre outras espécies, por jurema preta, mufumbo, faveleiro, marmeleiro, xiquexique e facheiro, sendo o tipo predominante a caatinga hiperxerófila, de caráter mais seco, com abundância de cactáceos, plantas de porte mais baixo e espalhadas, segundo levantamento realizado pela Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA).

RELEVO E GEOLOGIA

O relevo apresenta-se em forma de tabuleiro, com topografia plana e suavemente ondulada, declividades variando de O a 5 por cento, de 100 a 200 metros de altitude e as serras existentes no município são: Serra do Mel e Serra do Carmo. Quanto aos aspectos geológicos, o município está situado em área de abrangência do Grupo Barreiras, da Idade Terciária, 30 milhões de anos, caracterizado por arenitos e siltitos com intercalações de argilas variadas, arenitos caulínicos e lateritas que formam espessos solos inconsolidados arenosos de coloração avermelhada.

Recursos Hídricos

PRÉDIO DA PREFEITURA

O Grupo Barreiras, no local, apresenta um espesso pacote que recobre os sedimentos de Bacia Potiguar. Os recursos hídricos são compostos por arenitos finos e grosseiros, conglomerados, arenitos argilosos, caulínicos e ferruginosos níveis de cascalho, lateritas e argilos variados de coloração amarela e avermelhada. Este aqüífero apresenta-se confinado, semiconfinado e livre em algumas áreas. Os poços construídos mostram capacidade máxima de vazão, variando entre 5 a 100 m3/h, com água de excelente qualidade química e baixos teores de sódio. O potencial hidrográfico do município de Serra do Mel pertence às Bacias Apodi/ Mossoró e Piranhas/Assu.

CÂMARA MUNICIPAL

O município não dispõe de mananciais com qualidade e quantidade que permitam a implantação de obras de abastecimento. Portanto, fez-se necessário o beneficiamento de oferta d’água através do Sistema Adutor Mossoró, que tem como objetivo o abastecimento humano e dessedentação animal. Também conhecido como Adutora Jerônimo Rosado, o sistema possui uma extensão total de 123,40 Km, a captação d’água bruta é feita na margem esquerda do Rio Açu confluência com o Rio Paraú, a jusante da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizado no município de Açu e possibilita uma vazão total de 373 L/s ou 1.342,80 m3/h.

Saúde e Saneamento

UNIDADE MISTA DE SAÚDE

Os serviços de saúde são oferecidos através de uma parceria entre a Fundação Nacional de Saúde e a Prefeitura Municipal. Na Vila Brasília há uma unidade mista que conta com 12 leitos e com uma equipe de 44 funcionários. O atendimento primário é feito nas vilas rurais, em 19 postos de saúde, através dos agentes de saúde, enquanto que os atendimentos especializados são realizados em Natal, Mossoró e Assu, tendo uma ambulância para o transporte da população.

Verificou-se que a taxa de mortalidade infantil, no ano de 1998, foi zero, em conseqüência do desenvolvimento de programas, tais como: Imunização, Prevenção de Câncer Uterino e Controle Familiar, Crescimento e Desenvolvimento (CD), Agentes Comunitários de Saúde (PACS), Farmácia Básica e Saúde Reprodutiva.

A Unidade Mista possui seguinte estrutura física: clínica geral, pediátrica, obstétrica, cirúrgica e médica, unidade de internamento, urgência, consultório médico, posto de enfermagem, sala de parto, raio X básico, além de uma unidade de atendimento odontológico (exodontia e restauração).

EDUCAÇÃO E CULTURA


GRUPINHO DA VILA RN

O sistema educacional no município de Serra do do Mel é formado pelas redes municipal e estadual, abrangendo atividades nos níveis de Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. No município existem 22 (vinte e dois) estabelecimentos de ensino, sendo 03 (três) na zona urbana e 19 (dezenove) na zona rural.

O município conta ainda com uma Estação Digital, implantada em parceria com o Governo do Estado, que tem como objetivo promover a inclusão social, formar e capacitar profissionais para o mercado de trabalho e oferecer o acesso gratuito à internet.

ESTAÇÃO DIGITAL

A taxa de alfabetização da população do município de Serra do Mel é de 51,9%, segundo dados do último Censo Demográfico, sendo que 18,00% da população alfabetizada concentra-se na zona urbana e o restante, 82,00%, na zona rural.

Com relação à qualidade do ensino medida pelo índice IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - o Sistema Municipal de Ensino aparece bem colocado no ranking estadual, saltando da nota 2.8, registrada no ano de 2005 para o Ensino Fundamental (Séries Iniciais), para a nota 3.6, já em 2007. Alcançando assim uma nota que, de acordo com as metas do IDEB, estava projetada somente para 2011.

Principais eventos do município

PROJETO MENINOS DA SERRA

• Emancipação política do município – 13 de maio;
• São Pedro na Serra – no mês de junho;
• Fequaju - Festival de quadrilhas juninas - no mês de junho;
• Comemoração da Independência do Brasil – 7 de setembro;
• Festa da padroeira, Nossa Senhora Aparecida – 12 de outubro;
• Festa da Flor do Caju – no mês de outubro;
• Festa da Mais Bela Voz – no mês de novembro;
• Festa do Caju – no mês de novembro.

Curiosidades

Mesmo antes do projeto de colonização, a localidade já era conhecida pelos caçadores como “Serra do Mel” em virtude do seu relevo e da grande quantidade de mel silvestre produzido pelas abelhas existentes em abundância na região.

147 – SERRA NEGRA DO NORTE

Serra Negra do Norte,), localizado na região do Seridó.

GEOGRAFIA

. Área territorial de 523 km².

As estações (inverno/verão) fazem o lugar mudar de cor. As primeiras chuvas trazem consigo o verde que se derrama por todas as Serras e transforma a outrora cinzenta Serra em algo bom aos olhos.

Turismo

A cidade tem um rico pontencial para turismo rural, ecoturismo, terceira idade e para quem gosta de esquecer o stress dos grandes centros e passar uns dias numa cidade com muitas histórias para contar.

Terra da Santa (Nossa Senhora do Ó), de festas (Carnaval, São João, Padroeira, Natal, Ano Novo...), de poetas e cronistas (Camilo Rosa, Edson Soares), de loucos (Pedro doido, Dandão, Mocinha) de gente que passa despercebido na normalidade do dia a dia. Aqui é João de Pedro de Seu Antônio, as pessoas se conhecem pelo nome e outras até pelo sobrenome e apelidos.

No carnaval o bloco dos loucos, dos sujos, dos bêbados, do povo todo que está mais é querendo diversão. Maurício põe todo mundo na rua ao som de marchinhas, de música baiana, de tambores, de garrafas e faz um carnaval fora do apêlo comercial dos grandes centros, mantendo as tradições da Serra.

Uma sesmaria com grande extensão territorial foi dada ao Capitão Francisco de Oliveira Toledo. Na divisão da imensa faixa de terra, a área localizada do sul da ribeira do rio Apodi e nas vizinhanças do riacho do Peixe ficou nas mãos de João de Freitas da Cunha, que, por sua vez, deixou tudo a título de herança para Domingos Freitas da Cunha, seu irmão. Posteriormente o novo herdeiro vendeu as terras para Manoel Barbosa de Freitas que implantou uma fazenda na localidade. Mas a povoação só foi de fato iniciada quando Manoel Barbosa de Freitas doou a fazenda para seu sobrinho Manoel Pereira Monteiro.
Em 1735, foi erguida a capela de Nossa Senhora do Ó por iniciativa de Manoel Pereira e seus filhos. Na época já era acentuada a movimentação nas margens do rio Espinharas ocasionando o crescimento do núcleo populacional da localidade de Serra Negra. Este nome refere-se a impressão dada pela espessa vegetação primitiva na área, muito escura e ensejando um contorno serrano.

Foi nesse período de crescimento da fazenda e de organização populacional que o famoso Francisco Solteirão, filho de Manoel Pereira, conhecido por sua religiosidade, decidiu transferir todo o patrimônio construído com muito trabalho ao longo dos anos para o domínio da igreja.
Em 3 de agosto de 1874, pela Lei nº 688, Serra Negra do Norte desmembrou-se de Caicó e tornou-se município do Rio Grande do Norte, sendo instalado no dia 21 de maio do ano seguinte. Serra Negra teve sua sede administrativa transferida para São João do Sabugi em 27 de maio de 1932, voltou à sua localização histórica no dia 13 de dezembro de 1935, adquiriu foros de cidade em 29 de março de 1938, pelo Decreto nº 457.

148 – SERRINHA

Em meados do século XIX, surgiu uma pequena comunidade rural situada nas proximidades de um olho d'água encravado no pé de uma serra, que ficou conhecida como Serrinha do Olho d'Água.
Com o objetivo de melhor aproveitamento da água, foram construídos vários cacimbões em torno do olho d´água.

Posteriormente, já com várias moradias na localidade, foi erguida uma capela em homenagem a Santo Antônio.
A comunidade de Serrinha do Olho d'Água teve seu desenvolvimento lento e sempre voltado para as atividades agropecuárias.
No dia 2 de outubro de 1963, pela Lei número 2.942, desmembrado de Santo Antônio, o povoado de Serrinha do Olho d'Água foi elevado à categoria de município com o nome de Serrinha.
Distância de Natal :: 69 km


Serrinha, na microrregião do Agreste Potiguar. Área territorial de 191 km², o que corresponde a uma densidade

populacional de 38 hab/km².



149 – SERRINHA DOS PINTOS

Nos últimos anos do século XVIII, o Tenente-Coronel Agostinho de Queiroz, posseiro da região, decidiu estabelecer moradia na localidade vizinha da Serra de Martins, iniciando o povoamento da área.
O povoamento recebeu o nome de Serrinha dos Pintos, uma referência comparativa entre a serra de menor porte onde está a localidade e a grande Serra de Martins, situada nas proximidades e ao colonizador pioneiro e desbravador, Agostinho Pinto. Com crescimento extremamente lento e a economia sempre voltada para a agricultura, o povoado só veio mesmo a surgir a partir da construção da Capela de Nossa Senhora de Salete, em 1942, pelo padre Valentim, quando as primeiras residências foram construídas ao seu redor.
Em 1985, o povoado de Serrinha dos Pintos recebeu o título de Distrito Administrativo e em 30 de outubro de 1993, através da Lei nº 6.492, desmembrado de Martins, passou à categoria de município do Rio Grande do Norte.
Distância de Natal :: 367 km

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150 – SEVERIANO MELO

A povoação do Sítio Bom Lugar, nas proximidades do riacho da Malhada Vermelha, entre os municípios de Apodi e Itaú, cujo proprietário era Raimundo Fernandes vivia da atividade pastoril. Nos primeiros dias de colonização era uma terra muito ligada à comunidade de Apodi. Alguns anos depois a propriedade foi vendida aos irmãos Severiano Melo (que mais tarde daria nome à cidade), Vicente Melo, Janjoca Melo, Francisco Melo e José da Costa Melo. Aqui há uma parte da história que merece ser enxugada, por envolver a fuga de uma jovem e seu noivo apaixonado, com proteção de irmãos e perseguição do pai da moça.

O povoado era marcado por uma agricultura produtiva e sinais efetivos de avanço no setor pecuário. Nos idos de 1929, apresentava um contingente populacional com um razoável número de moradias e uma escola pública. O tempo passou e Bom Lugar foi se tornando cada vez mais uma terra agrícola, que com a força da cultura do algodão, a lavoura foi sendo substituída pela pecuária.

Através da Lei no 2.991, de 3 de dezembro de 1963, Bom Lugar desmembrou-se de Itaú tornando-se município com o nome de Severiano Melo, numa homenagem a um filho de tradicional família existente entre as terras entre Apodi e Itaú. Severiano Melo foi líder regional, grande incentivador da terra e, praticamente, fundador da cidade.

Severiano Melo conta com vários municípios limítrofes, como Itau (RN), Apodi (RN), Rodolfo Fernandes (RN) e Tabuleiro do Norte (Ce). Faz fronteira com o estado do Ceará e está situado a 380 Km da capital, Natal.

Segundo o censo de 2000 a população total residente é de 10.579 habitantes (IBGE-2000), dos quais 5.345 são do sexo masculino (50,50%) e 5.234 do sexo feminino (49,50%), sendo que 2.275 (21,50%) vivem na área urbana e 8.304 (78,50%) na área rural. A população atual estimada é de 10.693 habitantes (IBGE/2005). A densidade demográfica é de 75,19 hab/km2. Essa população é dividida em vários distritos e sítios, como: Santo Antônio, Floresta, Malhada Vermelha, Pitombeira, Jintirana, Novo Oriente, Sítio São Paulo, Bela Fonte, Impueira e o principal deles, Boa Vista, conhecido por sua Tradicional Festa de Santa Luzia e por possui mais criatividade nos eventos.

Em termos de comunicação e cultura, a cidade possui uma rádio (Bom Lugar FM,104,7)

Em se tratando de esporte, em Severiano Melo há um ginásio poliesportivo, onde os jovens podem jogar Futsal. Em seus sítios existem, também, ginásios que incentivam seus habitantes a seguir carreira no esporte.

A economia local é baseada na agricultura. Feijão, caju e, principalmente, castanha de caju (sendo uma das cidades do RN que mais produz) são os principais itens que compõem o cenário comercial do município. O comércio da cidade é bastante desenvolvido. E o extrativismo também.


152 – SITIO NOVO

As terras da Fazenda Grossos, pertencentes ao Capitão Amaro de Barros Lima em 1787, abrangia a serra de Grossos e situava-se à margem do riacho São Pedro, afluente do rio Potengi.
Nessas terras nasceu uma povoação formada em sua maioria por agricultores tendo à frente o grande incentivador e fundador do povoado de Grossos, o senhor Francisco Ferreira Lima, popularmente conhecido como "Seu Chicó".
Incentivado por Seu Chicó o povoado mudou de nome, passando a ser chamado de Sítio Novo. Em 1913, foi construída uma capela em homenagem a São Francisco de Assis.
No dia 31 de dezembro de 1958, de acordo com a Lei número 2,339, o povoado Sítio Novo foi desmembrado do município de São Tomé e elevado à categoria de município do Rio Grande do Norte.
Distância de Natal :: 99 km

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